APRESENTAÇÃO DE DOSSIÊ
MAGOS, BRUXAS, FEITICEIRAS E HERÉTICOS: PROBLEMAS, TEMÁTICAS, FONTES E REFLEXÕES HISTORIOGRÁFICAS
DOI:
https://doi.org/10.55028/w6ds1d70Palabras clave:
Bruxaria, Heresia, Demonização, Imaginário, PoderResumen
Contemporaneamente, temas relacionados a bruxaria, heresias e persistências de crenças pagãs na cristandade medieval e moderna tem ganho cada vez mais destaque na historiografia. Muito além de simplesmente despertarem o interesse do imaginário popular, trata-se de objetos de pesquisa que remetem a formação de grupos marginais. Ao longo da História a necessidade de criação de “bodes expiatórios” sempre foi uma constante para as estruturas de poder (RICHARDS, 1997; GUINZBURG, 2007). A demonização corresponde à ação de impor características essenciais da maldade e perversidade demoníaca a seres ou mesmo objetos. O demonizado transforma-se em agente de ações malignas que prejudicam a todos, causando divisões, violência, doenças, fomes, secas... Neste caso, cabe as autoridades instituídas não apenas o direito, mas o (sagrado) dever de identificar e extirpar tais indivíduos ou grupos do seio da sociedade, restituindo o equilíbrio e a segurança. De que forma estas categorias, aparentemente tão distantes de nossa realidade, podem nos fazer pensar nossa sociedade? A proposta deste dossiê permite acessar um conjunto de crenças populares e pensamentos eruditos que influenciaram, profundamente, o funcionamento das sociedades pré-industriais (GINZBURG, 2007). Também possibilita pensar os medos (JEAN DELUMEAU, 2009), o imaginário (LE GOFF, 2005), fugas e contestações (PATRICK BOUCHERON, 2018) contra autoridades clericais e laicas. As representações do Mal, com todos seus agentes, na sociedade cristã-ocidental, passaram por um longo e intencional processo de construção de suas histórias e imagens (NOGUEIRA, 2002), tornando-as em interessantes objetos de estudo. Ao tratar historicamente esses grupos são possibilitadas abordagens a partir das relações de poder, política, ideologia, religião, intelectualidade, grupos marginais, resistências e permanências de saberes e tradições populares (JEFFREY RICHARDS, 1997). A proposta apresenta um objeto de pesquisa multifacetado que abrange diversos temas em amplos recortes espaciais e temporais: Europa e América; História Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea; Catolicismo, Protestantismo e muitas outras crenças e expressões de sobrenatural
Referencias
TRILHAS DA HISTÓRIA 2025.
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