É com muita alegria e expectativa que anunciamos a chamada para o novo Dossiê da Revista Trilhas da História: Relações étnicas - Racismo, Educação e Sociedade. A proposta deste dossiê nasce como resultado do Simpósio Multidisciplinar de Relações Étnicas, realizado em novembro de 2019, com o mesmo tema, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas. Na ocasião do evento, organizado por docentes e discentes dos cursos de História, Geografia e Pedagogia, professores e professoras, assim como discentes, de variadas áreas do conhecimento, debateram os temas que tocam a Educação das Relações Étnico-Raciais nas suas múltiplas faces e experiências, em mesas, simpósios, oficinas e minicursos. Alcançamos, na época, o bonito objetivo de construir um espaço pluralmente atravessado por olhares decoloniais, narrativas indígenas, vozes negras de homens e mulheres, de estéticas diversas, em ações potentes e resistentes na denúncia das várias formas de opressão que marcam a nossa sociedade, mas ainda de (re)existências a demarcar a educação como instrumento de luta, vivida/produzida pela ação humana no tempo. Agora, compreendemos que o dossiê alimenta o anseio de manter vivo este espaço, germinado naquele momento histórico, por meio da publicação de textos que se preocupem em abordar as relações étnico-raciais como objetos de pesquisas. O dossiê pretende publicar artigos de palestrantes e participantes do evento, a serem submetidos nas normas da revista até o dia 30 de outubro de 2020, mas também de pesquisadores e pesquisadoras que contribuam com seus olhares críticos no fortalecimento da produção acadêmica das humanidades,  engajadas no enfrentamento aos muitos racismos, como problemáticas escolares, científicas e, de modo inescapável, históricas, políticas e sociais.

  • Dossiê História e novas epistemologias

    2020-05-06

    Novos sujeitos, novos objetos, novos problemas e novas abordagens resumem genericamente a História recente da historiografia e insinuam a capacidade dessa ciência (re)inventar-se em termos de teoria, metodologia e fontes. O “novo”, contudo, gera críticas epistemológicas profundas. Os desafios contemporâneos, muitas vezes, são experimentados em grupos minoritários, enquanto que sua pilastra disciplinar, mesmo com as significativas mudanças nas últimas décadas, mantêm-se hegemonicamente com caracterizações construídas desde o século XIX – o da ciência branca, ocidental, masculina, cristã e heterossexual – especialmente no que se refere às produções teóricas.

    Compreendemos aqui a epistemologia como “o estudo das formas de produção do conhecimento. (...) é propor a reflexão sobre os objetivos, os objetos e os sujeitos envolvidos nos processos de produção dos saberes. Contudo deve-se começar dizendo que a construção de um campo de saber é antes de tudo uma questão de exercício de poder” (SILVA; OLIVEIRA, 2019, p. 203). Desse modo, podemos dizer que alguns dos desafios para o século XXI estão marcados pela emergência de epistemologias não hegemônicas, isto é, de progressivas reflexões críticas sobre o modo como produzimos nosso conhecimento. Silêncios, paradigmas, projetos acadêmicos e institucionais, diálogos geopolíticos, narrativas, linguagens e sujeitos são repensados, ressignificados, retomados, reposicionados a partir de novos/renovados saberes e dizeres históricos. As finalidades da nossa produção frente aos desafios globais e locais, sua inserção social, suas contribuições para a produção de mundos outros, os lugares de fala dos(as) historiadores(as) em distintos contextos estão progressivamente em discussão. Tendo essas questões no horizonte, este dossiê tem como objetivo reunir pesquisadoras(es)/ historiadoras(es) que explorem os debates epistemológicos da ciência histórica. Embora não exclusivamente, são especialmente bem-vindas as contribuições dos estudos pós-coloniais, subalternos, des/decoloniais, sul-sul, sul global, diaspóricos, etno-históricos e feministas. Também são desejados artigos que explorem o recorte do dossiê em suas interfaces com a formação curricular de historiadores(as), bem como com o ensino escolar de História.

    Organizadoras: Cintia Lima Crescêncio (UFMS)/ Gleidiane de Sousa Ferreira (UVA)

    Submissões até 30 de abril de 2021

    Referência:

    SILVA, Cristiani Bereta da; OLIVEIRA, Nucia Alexandra Silva de. Epistemologia Feminista. In: COLLING, Ana Maria; TEDESCHI, Losandro Antônio. (org.) Dicionário crítico de gênero. Prefácio [de] Michelle Perrot. – 2.ed. – Dourados, MS: Ed. Universidade Federal da Grande Dourados, 2019, p. 203-207.

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  • ALTERAÇÕES NAS NORMAS DA REVISTA

    2018-08-02
    A equipe editorial da Revista Trilhas, visando aperfeiçoar o processo de submissão, avaliação e edição, fez alterações nas normas as quais devem ser obedecidas pelos/as autores/as que enviarem textos a partir do dia 3 de agosto de 2018 (os textos submetidos antes desta data serão avaliados pelos critérios anteriores).
    Entre as mudanças implementadas está a possibilidade de os/as autores/as acessarem a ficha de avaliação, antes só disponível aos pareceristas. Com isso, busca-se maior transparência quanto aos critérios e facilita aos/as autores/as fazerem uma autoavaliação do seu texto antes da submissão. Os critérios de avaliação também sofreram alterações, sendo a principal a diferenciação para cada modalidade de texto (artigo, ensaio de graduação, apresentação de fonte, resenha e tradução).
    Em “condições para submissão” os/as autores/as deverão conferir se o texto a ser submetido obedece às normas de edição da Revista, declarando eletronicamente que estão cientes dessa observância. Esta medida, já constante na versão anterior, mas que agora se amplia, visa diminuir a quantidade de textos recusados por não obedecer às normas (que são adaptadas da ABNT).
    Na apresentação da equipe editorial também fizemos mudanças, com a divisão entre “editor responsável” e “editores assistentes”. Essa medida tem por objetivo valorizar o trabalho coletivo que conta com a colaboração de graduandos em todo o processo de editoração, sem os quais a Revista não existiria.
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