“EM BUSCA DA PERFEIÇÃO”

A INFLUÊNCIA DA EUGENIA NA CONSTRUÇÃO DA NORMA ESTÉTICA INTEGRALISTA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55028/qepte951

Palavras-chave:

Ação Integralista Brasileira, Eugenia, Norma

Resumo

O presente artigo baseia-se no conceito foucaultiano de norma para analisar empiricamente o ideal estético promovido pela Ação Integralista Brasileira (AIB) por meio de sua imprensa. Fundada em 1932 por Plínio Salgado, a AIB configurou-se como a maior expressão do fascismo na América Latina. Visando à criação do “novo homem fascista”, o movimento mobilizou saberes médicos-eugênicos amplamente disseminados na sociedade brasileira na década de 1930, difundindo uma concepção específica de beleza considerada “normal”. Nesse processo, um conjunto de normas instituiu um padrão estético que extrapolava a aparência física e se articulava a valores morais, produzindo classificações qualitativas e hierarquizadas e marcando como anormais aqueles que não se adequavam ao esperado. A anormalidade, assim, deixava de ser uma diferença e operava como ameaça ao futuro da espécie, recaindo, majoritariamente, sobre os corpos femininos. 

Biografia do Autor

  • Juliana Nogueira Garcia Roque, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

    Graduada em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora – MG (2025). Mestranda no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGH/UFJF). Bolsista da Fundação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES). Atualmente, é secretária da Rede de Investigação Direitas, História e Memória (CNPq).

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Publicado

2026-07-09