A IMAGEM EM DISPUTA

CRÍTICA, EXPOSIÇÕES E A CONSTRUÇÃO DA ARTE AFRO-BRASILEIRA (1964-1985)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55028/p4rcxp55

Palavras-chave:

Política cultural externa, Recepção crítica, Circulação transnacional

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo investigar o modo que a crítica de arte brasileira abordou a presença de artistas negros, ou com temática relacionada, e a circulação da arte negra/afro-brasileira em exposições promovidas e financiadas pelo Ministério das Relações Exteriores entre 1964 e 1985. O termo arte afro-brasileira foi entendido a partir de Maria Heloisa Leuba Salum, ou seja, um lugar de retomada da estética africana tradicional e os cenários socioculturais do negro no Brasil. Desse modo mobilizando as exposições como veículos pertencentes a política cultural externa, que segundo Edgar Telles Ribeiro, define como fator de desenvolvimento nacional. O trabalho priorizou observar como as mostras no contexto da Guerra Fria, promoveram artistas afro-brasileiros internacionalmente e como sua recepção na imprensa contribuiu para a formação do conceito de arte afro-brasileira. Foram observadas as documentações disponibilizadas de forma on-line como as do Arquivo Nacional da Hemeroteca e os relatórios anuais do Itamaraty. Todos os dados foram analisados a partir de uma bibliografia que operasse na intersecção entre história cultural, história da crítica de arte e da história das exposições de arte. Os resultados demonstram que essas iniciativas foram cruciais para o alargamento do debate e a consolidação da arte afro-brasileira.

Biografia do Autor

  • Nicolas Rangel Vaz Nascimento, Universidade de Brasília

    Graduando em História - Licenciatura/Bacharelado pela Universidade de Brasília. Pesquisa e tem interesse nas áreas de História Política e História da Arte. Com enfoque no diálogo com a Antropologia Cultural, musealização, circulação e narrativas de exposições com financiamento estatal. Atualmente participa do grupo de pesquisa ''Musealização da Arte: poéticas em narrativa'' (UnB) e do do grupo ''Geopolíticas institucionais nas exposições de arte'' (UNICAMP).

  • Emerson Dionisio Gomes de Oliveira, Universidade de Brasília

    Possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1995), mestrado em Historia da Arte e da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília (2009). Pós-doutorado na Universidad Autónoma de Madrid (2024). Professor Associado do Departamento de Artes Visuais, Instituto de Artes da Universidade de Brasília. É pesquisador do CNPq (Bolsista de Produtividade em Pesquisa Nível 2). Publicou 80 artigos em periódicos especializados, 11 livros e 25 capítulos de livros. Orientou 15 dissertações de mestrado (quatro em andamento), 12 teses de doutorado (duas em andamento), 48 pesquisas de iniciação científica e supervisionou três pesquisas de pós-doutorado. Três das pesquisas que orientou contaram com estágios no exterior (Estados Unidos, Espanha e França). Foi editor das Revistas: Em Tempo de Histórias (2007-2008) e editor-fundador da Revista Museologia e Interdisciplinaridade (2012-2016); VIS (2015-2016). Atualmente é Editor da Revista MODOS (ISSN: 2526-2963). Além do PPGAV/UnB, foi pesquisador vinculado ao Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação/UnB (2015-2024). Lidera o Grupo de Pesquisa Musealização da Arte: poéticas em narrativas (UnB/UFBA) e integra os grupos de pesquisa História da Arte: modos de ver, exibir e compreender (UnB, Unicamp, UFRJ, UFRGS, UERJ e UFBA); Museologia, Patrimônio e Memória (UnB) e Geopolíticas institucionais: arte em disputa a partir do pós-guerra (USP e Unicamp). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Visuais, atuando principalmente nos seguintes temas: arte contemporânea, arte popular, história da arte, exposições, acervos e coleções de arte. Membro do CBHA, da Anpap, da Anpuh, da ABEC, da BRASA e do ICOM-Brasil.

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Publicado

2026-07-09