CIRCE E A MÉTIS: GÊNERO, MITOLOGIA E MAGIA NA ODISSEIA
CIRCE AND METIS: GENDER, MYTHOLOGY AND MAGIC IN THE ODYSSEY
DOI:
https://doi.org/10.55028/th.v12i23.16692Palabras clave:
Circe; Metis;, Grecia antiguaResumen
El presente trabajo aborda la figura del personaje Circe en la Odisea de Homero, cuya datación (aproximadamente en el siglo VIII a.C.), así como la autoría, nos remiten a una "cuestión homérica", discutida aquí, teniendo en cuenta conceptos como género, magia y mitología. Desde la categoría métis, inteligencia astuta, se discute el papel del personaje en la narrativa homérica y su relevancia en el contexto de la Antigua Grecia, especialmente cuando se trata de cuestiones de género que se consolidaron. De esta manera, la imagen negativa, luego atribuida a Circe, comienza a ser problematizada dentro del contexto helénico, revelando que su pharmakon, luego asociado a la magia, no tenía un carácter negativo en sí mismo, utilizado incluso por otros personajes, siendo su papel como mujer con un métis que le da un sentido peyorativo, al fin y al cabo, le permitió invertir el orden de la jerarquía social establecida.
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