A GUERRA MUNDURUKU E AS CABANAGENS INDÍGENAS NOS SERTÕES DA AMAZÔNIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55028/9mk5b698

Palavras-chave:

Munduruku; Guerra Cabana; Sertões Amazônicos.

Resumo

Sabemos que as batalhas da Cabanagem (1835 – 1841), especialmente as que se deram no interior da província, ocorreram pelas calhas e margens dos rios, entremeados por mata densa. Nas batalhas entre os rios, matas e nas tomadas de cidades e vilas, encontravam-se sobretudo indígenas e tapuios. Quanto mais distante do litoral e mais próximo do interior da floresta, as Cabanagens iam adquirindo feições cada vez mais indígenas. Senhores dos rios, os diversos grupos indígenas habitantes do estuário amazônico eram conhecedores das potencialidades e dos obstáculos da floresta, conhecimentos essenciais para as batalhas cabanas. As batalhas fluviais delinearam os conflitos da Cabanagem. O domínio dos rios se constituiu como elemento essencial para avanços e reveses de cabanos e anticabanos. Para se entender a guerra cabana nos sertões da Amazônia, faz-se necessário compreender a agência indígena nas batalhas. É sob esta abordagem que este estudo se baseia. A partir do método indiciário, buscamos localizar indícios da guerra Munduruku na documentação cabana arrolada no fundo Expedição ao Amazonas do Arquivo Público do Pará, a fim de evidenciar a efetiva participação destes indígenas nas Cabanagens dos sertões, entre os anos de 1836 e 1841, delineando as batalhas a partir da arte de guerra Munduruku.

Biografia do Autor

  • Letícia Pereira Barriga, Instituto Federal do Amapá / PPGH-UNIFAP

    É Licenciada e Bacharel em História pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2008); especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana pela Faculdade Integrada Brasil Amazônia - FIBRA e especialista em Conservação Preventiva de Acervo Documental; mestra e doutora em História Social da Amazônia pela UFPA.
    Atualmente, é bolsista CAPES de pós doutorado pelo PPGH/UNIFAP com pesquisa voltada para as Cabanagens na fronteira do extremo norte com a Guiana Francesa. Tem experiência na área de História, com ênfase em História da África e da Amazônia; e em arquivo, com ênfase em conservação de patrimônio documental e
    leitura de documento histórico manuscrito. Já atuou na área do ensino de História, educação superior e básica, e na coordenação do Programa de Incentivo de Bolsa para a Iniciação à Docência (PIBID) / História / UNAMA, de julho de 2015 à abril de 2017. Coordenadora e pesquisadora da sublinha Relações Étnico-raciais, vinculada
    ao Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Diversidade e Inclusão - GEPIDI/UNAMA. Foi integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, Indígenas, dos Povos da Floresta e Diversidades (NEABI+) do programa institucional Empodera Mulher do Instituto Federal do Amapá, campus Laranjal do Jari, onde desenvolveu projetos de pesquisa e extensão com os povos da floresta, comunidades extrativistas e parteiras tradicionais. Hoje atua como professora EBTT no campus Macapá.

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Publicado

2026-07-09