NO JOGO DA TRANSGRESSÃO

DISSIDÊNCIAS DE GÊNERO, FUTEBOL ALAGOANO E A MEMÓRIA DE RUMAICO-MARA GRINBERG

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55028/1r5xhy21

Palavras-chave:

Futebol; Nordeste; LGBTQIAPN+.

Resumo

Este artigo problematiza a trajetória de Rumaico-Mara Grinberg, homem trans, judeu e natural da Bessarábia, que migrou para o Brasil durante a década de 1930 e se tornou jogador de futebol de times do Nordeste brasileiro, incluindo o Centro Sportivo Alagoano (CSA). Por meio de uma perspectiva interseccional, buscamos entender como as violências de raça e gênero atravessaram seu corpo e memória, no contexto da chamada “Era Vargas”. Em um cenário permeado por discursos antissemitas e pela invisibilização sistemática de identidades dissidentes de gênero e sexualidade, observamos que a imprensa brasileira atuou na produção de estigmas contra o jogador.

Biografia do Autor

  • Isaac Freitas da Silva Filho, Universidade Federal de Alagoas

    Possui graduação em História pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e é Mestrando em História pela mesma universidade. Faz parte dos grupos de estudos e pesquisas: GEPHGS (Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade) e LiterHis (Literatura e História) e possui interesse nas áreas de gênero e sexualidade, literatura e religião. Foi bolsista de Iniciação Científica (IC) do projeto de pesquisa "LGBTQIA+ na imprensa de Alagoas (1970-1990)"/FAPEAL (Edital Fapeal N 003/2022 Auxilio à Pesquisa Ciências Humanas) entre agosto de 2022 e agosto de 2023, pesquisa que resultou no capítulo "'Invasão de mariposas e pederastas': sociabilidades dissidentes e subversivas em Maceió (AL) na ditadura civil-militar". Entre agosto de 2023 e março de 2024, foi estagiário no Centro de Pesquisa e Documentação Histórica (CPDHis) da Universidade Federal de Alagoas e, atualmente, continua pesquisando acerca dos espaços de sociabilidade de sujeitos homossexuais e de mulheres associadas à prostituição na cidade de Maceió durante a ditadura civil-militar, a partir dos jornais de Alagoas dos anos de 1970 e 1980.

  • Elias Ferreira Veras, Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

    Possui Graduação em História pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e Doutorado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É professor do Curso de História (Bacharelado e Licenciatura) e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), onde também coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS/UFAL/CNPq). Integrou a Diretoria de Equidade e Diversidade de Gênero e Pautas LGBTIAP+ (ANPUH-Brasil/2023-2025). Tem experiência na área de História, com ênfase em historiografia LGBTQIA+, das relações de gênero e sexualidade dissidentes. Em 2017, publicou o livro ''Travestis: carne, tinta e papel'' (Prismas), em sua segunda edição (Appris, 2019). É co-organizador das obras ''Corpos em aliança: diálogos interdisciplinares sobre gênero, raça e sexualidade'' (Appris, 2020); ''Clio sai do armário: Historiografia LGBTQIA+'' (LetraVoz, 2021); ''(Re)existências LGBTQIA+ e feminismo na ditadura civil-militar e na redemocratização do Brasil'' (Edufal, 2023); ''(In) Desejáveis: LGBTQIA+ e feminismo na imprensa de Alagoas (século XX) (Edufal, 2024) e ''Orgulho LGBTQIAPN+: acervos, memórias e escritas de si. Alagoas (1990-2022)'' (Imprensa Oficial, 2025)

  • Caio de Souza Tedesco, UFRGS

    Doutorando em História na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre (2022) e licenciado (2019) em História pela mesma Universidade. No PPGH/UFRGS, desenvolve pesquisa na linha Relações Sociais de Dominação e Resistência e articula Estudos de Gênero com a investigação historiográfica. Atualmente, debruça-se sobre História das Relações de Gênero no Brasil, com foco em transmasculinidades. Além disso, tem interesse em Teoria e Metodologia da História e dialoga com perspectivas transfeministas, queer, pós-estruturalista e decoloniais na produção de saberes. Atualmente integra: o CLOSE - Centro de Referência da História LGBTQIAP+ do Rio Grande do Sul; o GENHI - Grupo de Estudos de História e Gênero do IFCH/UFRGS; a Rede LGBT+ de Memória e Museologia Social; e a Rede de Historiadoras(ies/es) LGBTQIAP+. Anteriormente, desenvolveu pesquisas nas áreas de Historiografia, Educação, Ensino de História, Estudos de Gênero, Memória e História LGBTQI+; foi co-curador da exposição "No âmago da transgressão: histórias trans no Rio Grande do Sul", junto a Morgan Lemes, em cartaz no Museu Antropológico do RS de julho a agosto de 2022, primeira exposição sobre história trans do Brasil; e foi professor de história e organizador do Coletivo pela Educação Popular TransENEM (2016-2021).

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Publicado

2026-07-09 — Atualizado em 2026-07-09

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