Revista Trilhas da História https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH <p><strong>ISSN 2238-1651 (online)</strong></p> <p style="text-align: justify;">A Revista Trilhas da História, periódico vinculado ao curso de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus de Três Lagoas, completou em julho de 2021 uma década de contribuições para a pesquisa histórica em Mato Grosso do Sul. Seu propósito, desde o primeiro número, foi de atuar como uma via de mão dupla para a divulgação das pesquisas e atividades produzidas por docentes e discentes do curso de História do CPTL, ao mesmo tempo em que se oportuniza ao público nacional uma possibilidade de divulgação científica de qualidade, pautada em ética e compromisso profissional.</p> Universidade Federal de Mato Grosso do Sul pt-BR Revista Trilhas da História 2238-1651 <p>Declaro que, caso este manuscrito seja aceito, concordo que mantenho os direitos autorais e concedo à Revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons </a>(CC-BY) que permite o compartilhamento com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. &lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/"&gt;&lt;img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este obra está licenciado com uma Licença &lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/"&gt;Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional&lt;/a&gt;.</p> APRESENTAÇÃO DE DOSSIÊ https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/22758 <p>O dossiê temático intitulado “Amazônia: territórios, migrações e fronteiras” reuniu trabalhos que dialogam acerca das dinâmicas populacionais que ocorrem nos espaços transfronteiriços Amazônidas, sobretudo, que permitissem ao leitor entender a Amazônia como um lócus de fluxo e refluxo populacional. Neste sentido, entendemos o território como um artefato forjado nas relações de poder, envolto em questões políticas, históricas, econômicas, sociais e culturais. Compreendemos o eixo fronteira, para além dos aspectos físicos, como vetor que delimita o tempo e o espaço e se relaciona com as transformações que ocorrem no teatro de operações sociais, como: as práticas do ambiente, de gênero, etnia, gerações, estilos e pluralidade de vivências múltiplas. A fronteira perpassa o conceito de lugar, se reinventa frente aos seus limites, podendo ser analisada por uma perspectiva teórica e metodológica, provocando reflexões sobre processos e situações sociais localizados entre espaços políticos, culturais, econômicos e jurídicos de formas distintas e diferenciadas. Desta forma, buscou-se sistematizar a história e descortinar a narrativa da escrita sobre a Amazônia, apresentando neste palco de investigações os pormenores que constituem a sociedade que coexiste e se movimenta. É o descontínuo que atrai os historiadores do tempo presente, com a anuência das memórias e trajetórias do passado, pois, não é sobre reconstruir a história e suas múltiplas esferas, mas, de reconduzir os margeados por narrativas ao seu lugar, sobretudo porque este passado não age mais, ele está à espreita, aguardando em seus vestígios, tirá-los dos esquecimentos das fontes.</p> Daniel Barros de Lima Lidiane Álvares Mendes Eduardo Gomes da Silva Filho Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 9 13 10.55028/th.v14i28.22758 APRESENTAÇÃO DE ARTIGOS LIVRES E FONTE https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/22759 <p>A <em>Revista Trilhas da História</em> reafirma seu compromisso com a divulgação científica ao encerrar 2024 com uma edição especial que, além do dossiê temático <em>Amazônia: Territórios, Migrações e Fronteiras</em>, apresenta quatro artigos livres e uma análise de fonte histórica. Essa edição reflete o esforço coletivo de pesquisadores, avaliadores e estudantes da UFMS, que, apesar das limitações de recursos, continuam a valorizar a História como campo de formação e transformação.</p> <p>Os artigos discutem temas diversos e instigantes: a trajetória política do senador Cristiano Ottoni no Brasil Imperial; a relação entre literatura e a memória da ditadura militar; a construção de espaços de ciência no Brasil oitocentista e seu impacto na higienização urbana e racialização; e a pedagogia do patrimônio em Taquari (RS), ressaltando a importância da memória e da educação histórica. Além disso, a edição traz um estudo sobre o <em>Almanaque Illustrado de 1928</em> como fonte para a história de Mato Grosso do Sul, destacando sua relevância na compreensão da ocupação territorial e da formação regional.</p> <p>Encerramos este ciclo com a expectativa de que os debates aqui apresentados inspirem novas pesquisas e reafirmem a importância da História no cenário acadêmico e social. Boa leitura!</p> Dolores Puga Mariana Esteves de Oliveira Rubia Dara Leão de Jesus Wayla Silva Sá Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 14 17 10.55028/th.v14i28.22759 O CAMPESINATO HISTÓRICO DA AMAZÔNIA: DAS DROGAS DO SERTÃO AO INÍCIO DO CICLO DA BORRACHA https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/21961 <p>Durante o período colonial, observou-se a formação de um expressivo estrato camponês na Amazônia. Contudo, sua formação se deu em função da especificidade do projeto colonial na região, o qual ocorreu de forma completamente distinta daquela observada no restante do território brasileiro. O objetivo deste trabalho é discutir as correlações de ordem econômica, política e religiosa estabelecidas no quadro da colonização, de modo a compreender a formação de um campesinato amazônico. A abordagem metodológica empreendida neste trabalho é de natureza qualitativa, e teve como principais ferramentas a revisão da bibliografia sobre o tema e a análise documental. Concluo chamando a atenção para as particularidades que permearam o projeto colonial na Amazônia por parte da Coroa portuguesa, evidenciando que a formação do campesinato amazônico se configurou, também, como uma estratégia de sobrevivência das comunidades rurais frente ao projeto expansionista-escravista colonial.</p> Rafael Carletti Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 19 39 10.55028/th.v14i28.21961 AMAZÔNIA: PARAÍSO DO TERCEIRO REICH? O ALINHAMENTO POLÍTICO DO BRASIL COM O NAZIFASCISMO NA EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA AO JARÍ https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/18314 <p>Este trabalho tem como objetivo primordial discutir, ainda que de maneira incipiente, o posicionamento do Brasil em relação à ideologia nazifascista em meados da década de 1930, ou seja, durante o primeiro governo Vargas. Porém, o fato histórico que permeará o debate é a expedição científica promovida pela Alemanha nazista à Amazônia, particularmente a subida ao rio Jarí, na fronteira entre o Amapá e o Pará de 1935 a 1937. Utilizando-se de variadas fontes, a ideia é trazer à luz a possibilidade de estudo sobre a história recente da Amazônia, mais especificamente no período entreguerras, quando diferentes ideologias de cunho fascista buscavam áreas de influência em todo o mundo ocidental.</p> <p>&nbsp;</p> Eduardo Iori Miranda Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 40 60 10.55028/th.v14i28.18314 ENTRE O SERTÃO E A AMAZÔNIA: ‘VIDAS SECAS’ EM EIRUNEPÉ-AM https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/21904 <p>Este artigo investiga a experiência de leitura e produção escrita em uma sala de aula de uma escola pública de Eirunepé-AM, utilizando o romance <em>Vidas Secas</em>, de Graciliano Ramos, como ferramenta pedagógica. A pesquisa, de natureza qualitativa, envolveu 10 alunos do 1º ano do ensino médio, combinando rigor teórico com investigação de campo. O principal objetivo é fomentar o hábito da leitura e da escrita no ambiente escolar, destacando como a obra, ao retratar a migração e a luta por sobrevivência no sertão nordestino, ressoa com as realidades e desafios vividos na Amazônia. Nesse sentido, a narrativa se conecta com o contexto amazônico, marcado por questões de mobilidade territorial e as fronteiras simbólicas e físicas que moldam as vidas dos estudantes. O referencial teórico inclui autores como Kefalás (2012), Miranda (2019), Magalhães (2015) e Ramos (2010). Durante o percurso metodológico, foram apresentados fragmentos da obra em uma oficina literária, permitindo que os alunos relacionassem o texto às suas próprias experiências de vida. Os resultados indicam que <em>Vidas Secas</em> atua como um recurso essencial para que os estudantes estabeleçam conexões entre a narrativa literária e suas vivências pessoais, enriquecendo assim sua experiência com a literatura.</p> Maria Estela Maciel de Lima Thaila Fonseca Greiciele Rodrigues da Costa Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 61 81 10.55028/th.v14i28.21904 A HISTÓRIA DO ESTADO DE RONDÔNIA: DESENVOLVIMENTO E RESILIÊNCIA DOS POVOS INDIGENAS https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/21968 <p><strong>RESUMO</strong>: O presente artigo analisa o longo percurso do processo histórico de povoamento e desenvolvimento das terras hoje denominadas Estado de Rondônia, marcado pela exploração territorial e pela subjugação dos povos originários. A relevância desse estudo justifica-se na compreensão moderna das dinâmicas econômicas que modelaram a percepção popular de desenvolvimento e progresso com o intuito de fortalecer a identidade regional. Com base na pesquisa bibliográfica e em documentos, compreende-se que o processo histórico de colonização de povoamento dessa região foi muito mais do que a ocupação territorial; foi um processo de imposição de um sistema de poder e de saber, com base em uma lógica eurocêntrica de desenvolvimento que marginalizou as epistemologias indígenas. Pela presente discussão, é possível concluir que o desenvolvimento econômico do estado de Rondônia ocorreu pela expropriação dos territórios ocupados pelos povos indígenas; por meio de um processo político que permitiu a ausência histórica de seus direitos, de suas narrativas e de seu destino. Entretanto, é necessário fomentar diálogos que enfatizem a necessidade de modelos de desenvolvimento que respeitem a cultura, o território, a natureza, as formas de organização social e sobretudo a vida humana.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Processo histórico; Rondônia; Povos indígenas.</p> Thaís Oliva Fernandes Sanders Fábio Santos de Andrade Armelinda Borges da Silva Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 82 97 10.55028/th.v14i28.21968 CONSTRUÇÕES SOCIAIS DO PASSADO, PACTO, AFETO: PROCESSO DE POVOAMENTO NA ILHA SARACÁ , MUNICÍPIO DE LIMOEIRO DO AJURU, ESTADO DO PARÁ https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/21962 <p style="font-weight: 400;">Neste artigo analisamos o processo de ocupação da ilha Saracá, localizada no município de Limoeiro do Ajuru, no estado do Pará. Para tal, acompanhamos a história de Ormino Vulcão, bisavô de um dos autores, antigo morador da ilha e proprietário de parte significativa de seu território. Ormino Vulcão foi um homem muito rico e sua riqueza se deve a um baú encontrado carregado de ouro e posteriormente pelo estabelecimento de um pacto firmado com o próprio diabo. O trabalho foi elaborado a partir da autoetnografia e da etnografia. Nesse sentido, realizamos entrevistas e registros fotográficos. Os resultados indicaram que o afeto foi um dos elementos responsáveis pelo processo de ocupação da ilha, aliada à oferta de territórios disponíveis, bem como a inexistência de proprietários que a reivindicassem para si. O caso de Ormino Vulcão é um exemplo clássico deste processo, seguido por outras pessoas que se “engraçaram” pela ilha Saracá e a tornaram sua morada, local de trabalho e reprodução sociocultural.</p> Genisson Paes Chaves Sônia Barbosa Magalhães Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 99 120 10.55028/th.v14i28.21962 ESTRADA ENTRE AS VILAS DE OURÉM E DE VIANA: AS POVOAÇÕES DE ÍNDIOS E AS CONEXÕES DO ESTADO DO GRÃO-PARÁ E MARANHÃO COM O ESTADO DO BRASIL (1768- 1774) https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/21954 <p>O artigo analisa a experiência da construção de uma estrada entre as Vilas de Ourém, na capitania do Grão-Pará, e de Viana, no Maranhão, entre os anos de 1768 e 1774, com o intuito de conectar regiões próximas de Belém aos circuitos pecuários oriundos da região do Parnaíba, no Piauí. Entre diversas justificativas que tornou concreta esta obra, a trilha do caminho passava, em grande medida, pelas povoações de Índios, como os Lugares de Serzedelo e de Piriá. Dessa forma, estas povoações serviram não apenas como pontos de paragem da comunicação entre Ourém e Viana, mas igualmente como espaços de arregimentação de mão de obra, em especial indígena, para o trabalho na construção da rota. Procura-se também enfatizar as múltiplas práticas espaciais dos sujeitos envolvidos na logística do envio do gado, ou seja, fazendeiros do Pará, do Maranhão e do Piauí, os militares, os diretores das povoações de Índios e as próprias populações indígenas. Assim, argumenta-se que, mais do que integrada ao circuito do gado do Parnaíba, a interligação entre essas duas regiões também representava um acesso mais facilitado às capitanias do Estado do Brasil, através dessa via terrestre, tendo como vetor as povoações de Índios do Diretório.</p> Felipe Silva Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 121 142 10.55028/th.v14i28.21954 CRISTIANO B. OTTONI SENADOR E O ESFORÇO POR UMA TRANSIÇÃO POLÍTICA RUMO À MODERNIDADE NO BRASIL IMPERIAL https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/20112 <p>Este artigo investiga parte da trajetória de Cristiano Benedito Ottoni, primeiro diretor da Companhia de Estradas de Ferro Pedro II e influente político no Brasil do século XIX. Concentrando-se em seu período como senador pelo Espírito Santo (1879-1889), a pesquisa examina alguns de seus discursos no Senado. A análise abrange uma variedade de temas cruciais na política brasileira, especialmente na segunda metade do século, incluindo desenvolvimento da infraestrutura, descentralização de poder, sufrágio universal e abolição da escravidão. Ao explorar os posicionamentos de Ottoni, buscou-se elucidar como este ator político se manifestou diante da influência da modernidade europeia. Destaque para seu papel na defesa de medidas que visavam reformular o Estado brasileiro, o que revelou um “espirito” inovador, que estava em consonância com a expectativa de progresso do período.</p> Miguel Vitor de Araujo Vieira Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 144 162 10.55028/th.v14i28.20112 LITERATURA E HISTÓRIA: O DEVER DE MEMÓRIA DA DITADURA NO BRASIL https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/19485 <p>O artigo discute a relação entre literatura e história no Brasil recente, tomando como referência os romances que tratam sobre a ditadura no país (1964-1985). Embora se busque uma visão panorâmica das últimas décadas, tem-se como referência principal o contexto da década passada (2010-2019), na qual se destacam os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. O artigo se inicia com a fortuna crítica a respeito do tema da literatura de memória da ditadura, na qual se apresentam os principais trabalhos de estudo e a articulação possível com a política de memória no Brasil e seus limites. Na sequência, propõe-se um breve aprofundamento sobre a relação entre literatura e historiografia. Por fim, indicam-se alguns desafios que emergem do estudo do tema, a saber: o drama da ficção, o drama da memória e o drama da história.</p> José Carlos Freire Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 163 183 10.55028/th.v14i28.19485 DE OLHO NO ESPELHO EUROPEU: A CONSTRUÇÃO DE ESPAÇOS DE CIÊNCIA NO BRASIL OITOCENTISTA: https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/19470 <p>O referido trabalho tem como objetivo principal discutir o processo de institucionalização da medicina no Brasil, bem como os percalços do higienismo na cidade carioca durante a segunda metade do século XIX. Para realizar tal empreitada, retomamos à construção de espaços de saberes científicos nos Oitocentos e suas implicações na sociedade. Neste artigo, utilizamos a cidade enquanto uma representação para averiguar os intentos higienistas de sanear as ruas e vielas, mas também os corpos. Para isto, este trabalho trata-se de um debate historiográfico acerca do higienismo e medicina, tal como da ciência racialista. &nbsp;</p> Nubia Sotini dos Santos Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 184 203 10.55028/th.v14i28.19470 UM ESPAÇO NÃO ESCOLARIZADO E A HISTÓRIA REGIONAL https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/19257 <p>A cidade de Taquari, no Rio Grande do Sul, possui em sua paisagem urbana e em sua cultura traços da colonização açoriana. Tais características estão expressas nos espaços ocupados por moradores da cidade. Entretanto, historiadores relatam que, além dos casais de Açores, grupos de indígenas e de africanos se estabeleceram na região. O objetivo deste artigo é apresentar a história de Taquari a partir das estruturas arquitetônicas e monumentos edificados na Praça da Matriz. Esse estudo sugere elementos pedagógicos que possam possibilitar a transformação dessas estruturas constituídas de representação em potenciais espaços de aprendizagens. Logo, utiliza-se como principal fonte de pesquisa o espaço da Praça da Matriz, localizada no centro da cidade. Metodologicamente, caracteriza-se a pesquisa como qualitativa e de abordagem exploratória. Concluiu-se que a Praça da Matriz é um espaço com potencial e que estabelece conexões entre a paisagem e o território vivenciado por diferentes grupos humanos.</p> <p>&nbsp;</p> Andressa da Rosa Souza Neli Teresinha Galarce Machado Stella Maria Carvalho de Melo Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 204 224 10.55028/th.v14i28.19257 O ALMANAQUE ILLUSTRADO DE 1928 COMO FONTE PARA O ESTUDO DA HISTÓRIA DE MATO GROSSO DO SUL https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/21510 <p>Este trabalho tem por objetivo tecer algumas considerações sobre a obra <em>Almanaque Illustrado: propaganda do Matto Grosso e Zona Noroeste</em>, organizado pelo jornalista Elmano Soares, de Três Lagoas-MS, em 1928. Representando importante segmento da nascente indústria gráfica nacional entre fins do século XIX e início do XX, os almanaques transformaram-se ao longo do tempo, adquirindo diferentes feições, destacando-se os <em>almanaques ilustrados</em> que, incorporando as novas tecnologias de impressão e imagem, em especial a generalização da fotografia, foram ferramentas largamente utilizadas para a promoção de cidades e negócios de regiões do interior do país. Naquele contexto, destaca-se a obra de Soares, que apesar de manter em grande medida o modelo fornecido pelos seus congêneres anteriores, apresenta uma lógica própria, privilegiando um rol de importantes centros urbanos do período, da região que viria a constituir, no futuro, o Estado de Matto Grosso do Sul.</p> Henry Marcelo Martins da Silva Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 226 235 10.55028/th.v14i28.21510 REVISTA COMPLETA https://trilhasdahistoria.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/22763 Dolores Puga Copyright (c) 2025 Revista Trilhas da História 2025-01-31 2025-01-31 14 28 1 235 10.55028/th.v14i28.22763