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Edição Atual

v. 2 n. 20 (2018): Exterioridade dos Saberes: NECC 10 ANOS

Depois de todas as temáticas abordadas — 1º volume: Estudos culturais (abril de 2009); 2º volume: Literatura comparada hoje (setembro de 2009); 3º volume: Crítica contemporânea (abril de 2010); 4º volume: Crítica biográfica (setembro de 2010); 5º volume: Subalternidade (abril de 2011); 6º volume: Cultura local (dezembro de 2011); 7º volume: Fronteiras culturais (abril de 2012); 8º volume: Eixos periféricos (dezembro de 2012); 9º volume: Pós-colonialidade (abril de 2013); 10º volume: Memória cultural (dezembro de 2013); 11º volume: Silviano Santiago: uma homenagem (abril de 2014); 12º volume: Eneida Maria de Souza: uma homenagem (dezembro de 2014); 13º volume: Povos indígenas (abril de 2015); 14º volume: Brasil\Paraguai\Bolívia (dezembro de 2015); 15º volume: Ocidente/Oriente: migrações; 16º volume: Estéticas periféricas (abril de 2016); 17º volume: Cultura urbana; volume 18º: Tendências teóricas do século XXI; volume 19º: Tendências artísticas do século XXI — os CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS voltam-se para EXTERIORIDADE DOS SABERES: NECC 10 ANOS, por ser quase um consenso crítico nos dias atuais de que a tendência crítica moderna entrou em declínio exatamente com a chegada de epistemologias outras que grassaram dos lugares os mais fronteiriços, ou periféricos, como, por exemplo, as teorias da subalternidade, da pós-colonialidade, da pós-ocidentalidade, dos estudos fronteiriços, entre outros que têm chegado até às portas da instituições públicas, das disciplinas e dos mais diferentes cursos de Graduação e de Pós-Graduação de todo o país que não têm medido esforços para propor e sustentar uma “epistemologia fronteiriça” (ANZALDÚA; MIGNOLO) que não ignora a epistemologia moderna mas que também tem consciência fronteiriça de que aquela não contempla as diferenças coloniais que imperam no mundo. Registre-se também que este volume visa comemorar os 10 anos de existência do NECC (2009-2019). Daí a temática centrar-se na “exterioridade”, por entender que tal rubrica contempla, de forma mais satisfatória, os projetos, as pesquisas e as produções intelectuais que foram realizadas nessa década. Entende-se que se voltar para uma discussão teórica acerca de exterioridades significa, entre outras coisas, abrir-se, criticamente, para os lugares excluídos, os quais foram criados e alimentados pela própria interioridade do pensamento moderno ocidental. Se, por um lado, o mundo do exterior foi criado pelo mundo do interior, alimentando, assim, uma exclusão de sujeitos e de saberes sem precedentes na história do ocidente, por outro lado, e por mais contraditório que possa parecer, esse mundo da exterioridade só pode vir a ser mais bem compreendido por uma epistemologia que emirja de-dentro dele, e nunca o contrário, como poderiam supor aqueles intelectuais e respectivos modos de pensar que acreditam que ainda se é possível falar e pensar pelo outro, nestes tempos de refugiados de toda sorte. Não é escusado reiterar que as teorias também brotam de todos os lugares e migram em todas as direções, inclusive do Sul para o Norte, e cada vez mais. Os CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS, que em 2018 completam uma década de existência, como se pode ver por meio das temáticas elencadas acima, vêm sinalizando acerca da importância de se privilegiar o que é da ordem da exterioridade do pensamento moderno ocidental, voltando-se, num crescendo, para epistemologias outras (que não a moderna) que se debruçam acerca de um saber, um sentir e um pensar que originam reflexões teóricas e críticas menos preconceituosas e excludentes e mais inclusivas e a partir das diferenças coloniais. Cabe-me a feliz tarefa de agradecer a todos os autores que aceitaram participar deste volume, enriquecendo-o com seu ensaio. Agradeço ao também editor Marcos Antônio Bessa-Oliveira que não tem medido esforços para que os CADERNOS venham a público, bem como a todos da COMISSÃO ORGANIZADORA e MEMBROS do NECC. Gratidão traduz o que todos os neccenses sentimos pelos ilustres pesquisadores deste volume, sem os quais a temática proposta não seria possível para a realização deste número que entra para a história da crítica cultural quando o assunto for EXTERIORIDADE DOS SABERES.

 

Edgar Cézar Nolasco

 

Publicado: 2019-03-22
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Os CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS (ISSN 1984-7785) – visa a cumprir os objetivos que fazem parte de seu projeto editorial, entre os quais destaco os mais significativos: 1) dar continuidade às discussões realizadas no espaço da disciplina obrigatória Literatura Comparada: fundamentos, do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Estudos de Linguagens – UFMS; 2) criar um espaço para o debate crítico, tendo por base os ensaios críticos dos intelectuais convidados p participar dos Cadernos; 3) oportunizar os mestrandos, que desenvolvem projetos sobre a Cultura Local, ou cultura latino-americana, que tornem públicas suas pesquisas acadêmicas; 4) discutir com mais propriedade intelectual a cultura local fronteiriça do Estado de Mato Grosso do Sul (Brasil, Paraguai, Bolívia); 5) incentivar o intercâmbio cultural entre o Estado de Mato Grosso do Sul (Brasil) e seus dois países lindeiros (Paraguai e Bolívia); repensar em conjunto as divergências e convergências instauradas em torno da diversidade cultural que diferencia a cultural local Sul-mato-grossense, assim como em um pseudo-conceito de cultura que quase sempre o Estado quer fazer prevalecer.

Para melhor atender aos objetivos que originaram a ideia dos Cadernos, os mesmos são de natureza temática; justificando, inclusive, o título: Cadernos.

O leitor deste caderno terá a oportunidade de estabelecer redes comparativas e interpretativas entre os ensaios (seguidos de uma Resenha Crítica) que, ao final, lhe proporão mais lucidez crítica sobre o pensamento contemporâneo. Por fim, e o mais importante, agradeço a todos os amigos, professores, críticos, orientandos, intelectuais, que contribuíram para que o Projeto dos Cadernos se tornasse possível.

A revista é coordenada pelo professor Dr. Edgar Cézar Nolasco, professor do Curso de Letras (UFMS) e da pós-graduação Mestrado em Estudos de Linguagens (PPGEL/UFMS), presidente do Núcleo de Estudos Culturais Comparados (NECC).

Os artigos, ensaios & resenhas publicadas nos Cadernos de Estudos Culturais contemplam duas edições por ano, uma no primeiro semestre e outra no segundo.

  • NOSSO QUALIS:

QUALIS C, área de Linguística e Literatura, quadriênio 2013-2016.

QUALIS C, área de Educação, quadriênio 2013-2016.

QUALIS B2, área Interdisciplinar, quadriênio 2013-2016.

QUALIS B4, área Antropologia/Arqueologia, quadriênio 2013-2016.

QUALIS C, área Biotecnologia, quadriênio 2013-2016.

QUALIS B3, área Ciências Ambientais, quadriênio 2013-2016.

QUALIS B3, área Comunicação e Informação, quadriênio 2013-2016.

QUALIS B5, área Direito, quadriênio 2013-2016.

QUALIS B5, área Geografia, quadriênio 2013-2016.

QUALIS C, área História, quadriênio 2013-2016.

QUALIS B2, área Planejamento Urbano e Regional/Demografia, quadriênio 2013-2016.

QUALIS C, área Psicologia, quadriênio 2013-2016.

QUALIS B5, área Sociologia, quadriênio 2013-2016.

A capa e todos os CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS são criadas e diagramadas pelo professor Dr. Marcos Antônio Bessa-Oliveira.